A Comunicação Política depois do Golpe: notas para uma agenda de pesquisa

  • Afonso Albuquerque Universidade Metodista de São Paulo
Palavras-chave: Comunicação Política, Golpe de 2016, Brasil

Resumo

O golpe jurídico-parlamentar de 2016 pegou de surpresa os pesquisadores brasileiros em Comunicação Política. Como e por que isso pôde acontecer? Este artigo sustenta que o problema se deve à incapacidade da pesquisa brasileira em definir a própria agenda de investigação. Por um lado, o Brasil se constitui como um país periférico no cenário internacional da pesquisa, e essa condição torna os pesquisadores brasileiros particularmente propensos a reproduzir, de maneira pouco crítica premissas e modelos cunhados para dar conta de condições inteiramente diferentes das que se apresentam no seu país. Pelo outro, um conjunto diversificado de atores tem, ativa e sistematicamente, emprestado caráter de verdade científica a agendas acadêmicas politicamente orientadas.

Biografia do Autor

Afonso Albuquerque, Universidade Metodista de São Paulo

Pós Doutor em Comunicação pela Universidade Federal Fluminense. Doutor em Comunicação pela Universidade Metodista de São Paulo e Professor do Programa de Pós Graduação em Comunicação desta instituição

Referências

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Publicado
2018-12-11
Como Citar
Albuquerque, A. (2018). A Comunicação Política depois do Golpe: notas para uma agenda de pesquisa. Compolítica, 8(2), 171-206. https://doi.org/https://doi.org/10.21878/compolitica.2018.8.2.193
Seção
Prêmio Compolítica