A crise do liberalismo estadunidense

identidade e antipolítica

  • Luiz Eduardo Garcia da Silva Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Palavras-chave: Estados Unidos, Cultura Política, Democracia, Identidades políticas

Resumo

Como foi possível a eleição de Donald Trump em 2016 e por que o campo progressista norte-americano não conseguiu fazer frente a sua ascensão? Essas são as perguntas que Mark Lilla em seu novo livro se propõe a responder. Observando a construção de uma cultura política cada vez mais centrada no individualismo, o autor critica a maneira como os agentes do campo liberal dos Estados Unidos cristalizaram um modo de fazer política caracterizado em pautas puramente identitárias que tornam incapaz a construção de uma agenda política compartilhada. Esta “pseudopolítica” faz com que as demandas dos progressistas sejam crescentemente refratárias gerando como consequência o enfraquecimento eleitoral do partido democrata e um vácuo político que é capaz de ser preenchido por figuras que saibam adaptar seu discurso à essa nova mentalidade antidemocrática.

 

Biografia do Autor

Luiz Eduardo Garcia da Silva, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul

Mestre e Doutor em Ciência Política (UFRGS), Bacharel em Ciências Sociais e Ciências Econômicas (UFRGS). Doutorando em Economia do Desenvolvimento (PUCRS).  E-mail: luizeduardogarcia1@gmail.com

Referências

BASS, Clarence B. Backgrounds to Dispensationalism: its historical genesis and ecclesiastical implications. Eugene: Wipf and Stock Publishers, 2005.
LILLA, Mark. O Progressista de Ontem e o do Amanhã: desafios da democracia liberal no mundo pós-políticas identitárias. São Paulo: Companhia das Letras, 2018.
Publicado
2020-12-28
Como Citar
Garcia da Silva, L. (2020). A crise do liberalismo estadunidense. Compolítica, 10(3), 233-240. https://doi.org/https://doi.org/10.21878/compolitica.2020.10.3.450