Compolítica http://compolitica.org/revista/index.php/revista <p>ISSN: 2236-4781<br><a href="mailto:revista@compolitica.org">revista @ compolitica.org</a></p> Associação Brasileira de Pesquisadores em Comunicação e Política pt-BR Compolítica 2236-4781 <p>Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Creative Commons Attribution License que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria do trabalho e publicação inicial nesta revista.</p> Apresentação http://compolitica.org/revista/index.php/revista/article/view/514 <p>Editorial 2020.3.</p> Viktor Chagas Ricardo Fabrino Mendonça Emerson Urizzi Cervi ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2020-12-28 2020-12-28 10 3 1 4 10.21878/compolitica.2020.10.3.514 Uso do Twitter para engajamento político http://compolitica.org/revista/index.php/revista/article/view/411 <p>O estudo analisa, comparativamente, como as quatro assembleias legislativas da Região Sudeste do Brasil utilizam os perfis institucionais do Twitter. A metodologia seguiu três etapas: 1) coleta automatizada das postagens de cada perfil desde sua criação até novembro de 2019, 2) análise de conteúdo automatizada das postagens, por meio do software Iramuteq; 3) análise quantitativa comparativa das interações. Conclui-se que o uso institucional dos perfis, apesar de algumas especificidades, se concentra na divulgação das atividades parlamentares para atingir os níveis de informação, compreensão e identificação, dentro do conceito de engajamento político de cidadãos com o Parlamento.</p> Cristiane Brum Bernardes ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2020-12-28 2020-12-28 10 3 5 48 10.21878/compolitica.2020.10.3.411 A política na bancada http://compolitica.org/revista/index.php/revista/article/view/330 <table> <tbody> <tr> <td> <p>Este artigo tem por objetivo analisar as entrevistas realizadas pelo Jornal Nacional com os cinco principais candidatos nas eleições presidenciais de 2018. Diante da posição marcante do telejornal em cenários eleitorais, o artigo traz a hipótese de que o JN, ao se utilizar das premissas da legitimidade jornalística, transforma as sabatinas em espaços de debate e confronto argumentativo. Exibida no horário nobre, as sabatinas ganharam enorme visibilidade, diante do tempo de exposição dos candidatos, que em algumas circunstâncias superaram o espaço do presidenciável no Horário Gratuito de Propaganda Eleitoral (HGPE). Para compreender como o telejornal conduziu as sabatinas, será utilizada metodologia da análise de conteúdo (Bardin, 2011).</p> </td> </tr> </tbody> </table> Carla Montuori Fernandes Luiz Ademir de Oliveira Mayra Regina Coimbra Vinícius Borges Gomes ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2020-12-28 2020-12-28 10 3 49 78 10.21878/compolitica.2020.10.3.330 Vejo, mas não acredito http://compolitica.org/revista/index.php/revista/article/view/383 <p>As pessoas, de um modo geral, acreditam na capacidade da mídia de influenciar os outros. Mais ainda, elas também acreditam em sua própria capacidade de avaliar o tipo e o grau dessa influência e podem agir em função disso – fenômeno conhecido com Efeito de Terceira Pessoa (ETP). Como, então, as pessoas costumam avaliar a influência de conteúdos midiáticos sobre a decisão de voto dos outros? O propósito deste estudo, portanto, é examinar alguns pressupostos da hipótese do ETP a partir da percepção dos indivíduos acerca do grau de influência de quatro tipos de conteúdo (notícias, debates, pesquisas de opinião e, sobretudo, conteúdos do WhatsApp) sobre a sua decisão de voto e sobre a decisão de voto dos outros, durante a campanha presidencial brasileira de 2018. Os dados para a pesquisa foram coletados por meio de questionário online divulgado entre grupos de WhatsApp, logo após o primeiro turno, e contou com a participação de 155 pessoas. Os resultados confirmaram as principais hipóteses relacionadas ao ETP, sobretudo no que diz respeito aos conteúdos que circularam no WhatsApp.</p> Dilvan Azevedo ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2020-12-28 2020-12-28 10 3 79 108 10.21878/compolitica.2020.10.3.383 A mídia comercial e a legitimidade da mídia pública http://compolitica.org/revista/index.php/revista/article/view/358 <p>As rádios e TVs públicas esbarram em desafios institucionais, políticos, econômicos e culturais para alcançar posição de serviço legítimo e socialmente relevante. Partindo da premissa de que a mídia comercial difunde visões sobre determinados temas, este artigo mapeia os argumentos usados por jornais de referência ao abordarem o serviço público de radiodifusão. Metodologicamente, utiliza-se da análise de conteúdo para observar 36 editoriais, publicados entre 2007 e 2018 por Folha de S. Paulo, Estado de São Paulo e O Globo. De forma geral, nota-se que a mídia pública é apresentada por uma ótica predominantemente negativa, evidenciando que estão a serviço de uma comunicação oficial, partidária e propagandística.</p> Gisele Pimenta de Oliveira Nelia Rodrigues del Bianco ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2020-12-28 2020-12-28 10 3 109 138 10.21878/compolitica.2020.10.3.358 Biografias de atores políticos brasileiros como estratégia editorial em cenários eleitorais http://compolitica.org/revista/index.php/revista/article/view/318 <p>O artigo verifica como os jornalistas brasileiros recontam a trajetória dos atores políticos em obras biográficas, em momentos de disputa eleitoral. A perspectiva metodológica da jornada do herói, elaborada por Joseph Campbell, em diálogo com a proposição de Edvaldo Pereira Lima, orienta a reflexão. As narrativas que ilustram o texto são os livros “A história de Lula, o filho do Brasil, de Denise Paraná, “A vida quer é coragem: A trajetória de Dilma Rousseff, a primeira presidenta do Brasil”, assinado por Ricardo Batista Amaral, e “Bolsonaro: O homem que peitou o exército e desafia a democracia”, de Clóvis Saint-Clair. Como resultado, constata-se que as biografias funcionam como um instrumento de divulgação para quem deseja ser lembrado pelos eleitores, às vezes, semelhante à idolatria. Ademais, os biografados são tratados como predestinados, que não têm problemas ou contradições na trajetória política descrita.</p> Felipe Adam Sérgio Luiz Gadini ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2020-12-28 2020-12-28 10 3 139 162 10.21878/compolitica.2020.10.3.318 "Construindo o amanhã" http://compolitica.org/revista/index.php/revista/article/view/311 <p>O artigo discute a difusão do soft power japonês no século XXI, tomando como lócus de investigação a utilização da campanha Cool Japan no contexto das Olimpíadas de 2021. Percebe-se que na virada do século XX o Japão modificou suas estratégias de política externa, investindo na diplomacia cultural como um dos métodos para atingir seus objetivos. Através de uma discussão teórica realizada com o apoio de alguns materiais oficiais do evento, partimos da hipótese de que o Japão instrumentaliza o Cool Japan para promover seu soft power e criar uma imagem positiva do país internacionalmente, sustentando, assim, seu branding nacional baseado em prestígio e simpatia diante do cenário internacional.</p> Mayara Araujo Alana Oliveira ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2020-12-28 2020-12-28 10 3 163 188 10.21878/compolitica.2020.10.3.311 Os benefícios de olhar além das fronteiras http://compolitica.org/revista/index.php/revista/article/view/465 <p>Entrevista com o professor Hartmut Wessler.</p> Gabriella Hauber ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2020-12-28 2020-12-28 10 3 189 224 10.21878/compolitica.2020.10.3.465 Fake news e mundos de pós-verdade http://compolitica.org/revista/index.php/revista/article/view/424 <p>Fake news e pós-verdade viraram termos correntes do debate contemporâneo como símbolos de ameaças às democracias. O que Johan Farkas e Jannick Schou fazem no livro “Post-truth, fake news and democracy. Mapping the politics of falsehood” é questionar a ideia de democracia que subjaz a esses discursos e propor um deslocamento do debate. Os autores adotam uma abordagem pós-fundacionalista da teoria do discurso para analisar mais de 500 textos sobre fake news e pós-verdade publicados entre 2015 e 2018. Eles defendem que as críticas a esses processos estão majoritariamente fundadas em uma visão racional da democracia, que tende a despolitizar esses processos. Ao defender que a base dos regimes democráticos não é a verdade e sim a soberania popular, eles argumentam que centrar o debate apenas na retomada de uma certa racionalidade pode ser um caminho perigoso para as democracias</p> Nina Santos ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2020-12-28 2020-12-28 10 3 225 232 10.21878/compolitica.2020.10.3.424 A crise do liberalismo estadunidense http://compolitica.org/revista/index.php/revista/article/view/450 <p>Como foi possível a eleição de Donald Trump em 2016 e por que o campo progressista norte-americano não conseguiu fazer frente a sua ascensão? Essas são as perguntas que Mark Lilla em seu novo livro se propõe a responder. Observando a construção de uma cultura política cada vez mais centrada no individualismo, o autor critica a maneira como os agentes do campo liberal dos Estados Unidos cristalizaram um modo de fazer política caracterizado em pautas puramente identitárias que tornam incapaz a construção de uma agenda política compartilhada. Esta “pseudopolítica” faz com que as demandas dos progressistas sejam crescentemente refratárias gerando como consequência o enfraquecimento eleitoral do partido democrata e um vácuo político que é capaz de ser preenchido por figuras que saibam adaptar seu discurso à essa nova mentalidade antidemocrática.</p> <p>&nbsp;</p> Luiz Eduardo Garcia da Silva ##submission.copyrightStatement## 2020-12-28 2020-12-28 10 3 233 240 10.21878/compolitica.2020.10.3.450